
Na manhã desta quinta-feira (2/2), os profissionais de educação da rede estadual decidiram em Assembleia que entrarão em greve a partir de segunda-feira (6/2). O deputado Mauro Rubem (PT-GO) esteve presente para fortalecer a luta em busca de uma educação de qualidade, valorização dos trabalhadores e garantia dos direitos dos trabalhadores.
Revolta
Realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação em Goiás (Sintego), a assembleia reuniu milhares de professores, estudantes e administrativos de todo o Estado de Goiás que protestavam contra a retirada de direitos feita pelo Governo Estadual. Na ocasião foram distribuídos adesivos com a frase: “Sou professor, Marconi nunca mais” e faixas indicavam a indignação e revolta da categoria.
Os professores protestavam contra a reforma da educação do Governo Estadual que achata a carreira e incorpora a gratificação por titularidade ao salário para atingir o valor do piso salarial, ludibriando a população. Além disso, o projeto prevê reajustes diferentes para os profissionais dependendo do grau de titularidade e quanto maior o grau de formação, menor o reajuste. “Queremos condições de trabalho, piso salarial, plano de carreira e segurança para os trabalhadores e alunos”, protestou um educador.
Convidado a se pronunciar, Mauro Rubem se colocou ao lado dos trabalhadores e declarou que Goiás vive um momento em que precisa se unir porque está indo por um caminho errado em que diversas áreas estão sendo terceirizada e ele teme que isso possa atingir a educação, pois não há respeito a nenhuma categoria.
De acordo com a presidenta do Sintego, Ieda Leal, as tentativas de diálogo com o secretário estadual de Educação, Thiago Peixoto, e com o governador Marconi Perillo não surtiram efeito e a greve foi a medida encontrada para exigir que os direitos adquiridos não sejam extirpados dos profissionais da educação.
Manifestação
Após a aprovação da paralisação das escolas estaduais, os presentes seguiram em caminhada pelo centro de Goiânia até a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) e já estavam sendo aguardados com os portões trancados. A manifestação ocorreu de maneira pacífica, mas o secretário não recebeu os trabalhadores e os alunos e não fez nenhuma declaração. Posteriormente, por nota, afirmou que tomará as medidas legais quanto à decisão dos professores, travando o diálogo mais uma vez.
Ameaças
Outra queixa dos profissionais foi a de que há diretores e tutores em algumas escolas que se comportam como fiscais da secretaria dentro da unidade e afirmaram que não vão ceder às pressões. “Sou educador e exijo respeito”, declarou Ieda, sendo aplaudida e apoiada por todos.
Na ocasião, a presidenta do Sintego recebeu informações que diretores estavam anotando os nomes de profissionais que participavam da assembleia para que os pontos fossem cortados e, portanto, perderiam a bonificação.
Ação Civil Pública
Segundo Ieda, o sindicato irá entrar com uma ação civil pública para defender os professores dos desmandos do governo e acrescentou: “precisamos da mobilização de todos para colocarmos o Thiago Peixoto no lugar que ele merece”.
Fonte: Assessoria de Imprensa do Deputado Estadual Mauro Rubem
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